Fica difícil destilar teu veneno execravel
Em teus lábios a peçonha tange a carne
Tudo que rogas é maldade e pútrido
Como o sabor imundo de tua própria alma
Cospes sangue em ouvidos alheios
Com um olhar apodrece qualquer centeio
Lavouras de amizades e sentimentos
Tudo apodrece perante teu escárnio
Não passas de um ser malévolo e indesejável
Quando o ódio e o cinismo acabarem
Sobrará somente a solidão e o Sol
Para consumirem sua medíocre carne...
Felipe Ferreira Pereira (27/02/10)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Mentiras...
Esse é seu jeito de resolver as coisas
Rainha da ludibriação, Deusa dos fantoches
Sua lingua ferina espalha infermidades
Gera desunião e causa deboches
Mas que santa do pau oco,
Deseja-me a morte do fogo
Mas desejo-te diferente
Só pare um pouco e pense
Pois um certo dia poderás ser chegada
A hora em que moderás a propria língua
E morrerás junto com teu próprio veneno
Num inferno ameno, no fim da alvorada...
Felipe Ferreira pereira (26/02/10)
Rainha da ludibriação, Deusa dos fantoches
Sua lingua ferina espalha infermidades
Gera desunião e causa deboches
Mas que santa do pau oco,
Deseja-me a morte do fogo
Mas desejo-te diferente
Só pare um pouco e pense
Pois um certo dia poderás ser chegada
A hora em que moderás a propria língua
E morrerás junto com teu próprio veneno
Num inferno ameno, no fim da alvorada...
Felipe Ferreira pereira (26/02/10)
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Deixo...
Deixo-te ir e ao mesmo tempo deixo de ser
Deixo de ser quem nunca fui para obter
A Atenção e o Amor jurado no "Ser"
Deixo de lembrar que tenho que esquecer
Deixo as mágoas e tudo mais
Ao menos lembre-se como se faz
Um afago um carinho e como se traz
E fujo do fogo desse dragão voraz
Não quero ser descabido mas deixo aqui
Essas palavras sinceras de quem viu
O amor prometido que nunca existiu
E as juras de um passado que veio a tona
Num futuro que o tempo apenas permitiu...
Futuro longincuo que passou e se extinguiu
Deixo de ser quem nunca fui para obter
A Atenção e o Amor jurado no "Ser"
Deixo de lembrar que tenho que esquecer
Deixo as mágoas e tudo mais
Ao menos lembre-se como se faz
Um afago um carinho e como se traz
E fujo do fogo desse dragão voraz
Não quero ser descabido mas deixo aqui
Essas palavras sinceras de quem viu
O amor prometido que nunca existiu
E as juras de um passado que veio a tona
Num futuro que o tempo apenas permitiu...
Futuro longincuo que passou e se extinguiu
Felipe Ferreira Pereira ( 26/02/20010 )
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
MUTAÇAO SOCIAL
Cuspi pela boca seca e pálida
O inseto indigesto que abrira suas asas
Inicialmente planou pelo ar
Mas logo recuperou suas forças
Começou a voar
O vento que lhe fazia subir era frio
Mas o sol se aproximava, aquecendo-o aos poucos
Meu sentimento era de pleno vazio
Meus pensamentos encheram-se aos poucos
Ao passar das nuvens o inseto se transformara
Agora tinha bico e penas
Seu tamanho muito aumentara
Subiu velozmente chegando ao espaço
Olhando para baixo sentiu embaraço
E mergulhou novamente para o fundo do acaso
Felipe Ferreira Pereira
O inseto indigesto que abrira suas asas
Inicialmente planou pelo ar
Mas logo recuperou suas forças
Começou a voar
O vento que lhe fazia subir era frio
Mas o sol se aproximava, aquecendo-o aos poucos
Meu sentimento era de pleno vazio
Meus pensamentos encheram-se aos poucos
Ao passar das nuvens o inseto se transformara
Agora tinha bico e penas
Seu tamanho muito aumentara
Subiu velozmente chegando ao espaço
Olhando para baixo sentiu embaraço
E mergulhou novamente para o fundo do acaso
Felipe Ferreira Pereira
MINHA...
Dou-te o prazer e a luxúria de ser...
Minha, somente a mim pertencida
Como único motivo de minha alegria
Separar-me de ti só quando morrer
Ante o medo de não mais pertencer
Tua paixão a mim prometida
Amar-te-ei com o fogo da vida
E até os limites viver
Teu corpo e tua alma preenchendo meu ser
Ocupando meu ego de toda harmonia
Que antigamente era só carne fria
Mas que hoje voltou a aquecer
E em meu desejo por ti florescer
A dor que de mim foi despida...
Felipe Ferreira Pereira
Minha, somente a mim pertencida
Como único motivo de minha alegria
Separar-me de ti só quando morrer
Ante o medo de não mais pertencer
Tua paixão a mim prometida
Amar-te-ei com o fogo da vida
E até os limites viver
Teu corpo e tua alma preenchendo meu ser
Ocupando meu ego de toda harmonia
Que antigamente era só carne fria
Mas que hoje voltou a aquecer
E em meu desejo por ti florescer
A dor que de mim foi despida...
Felipe Ferreira Pereira
OTENOS HUMANOS
Andróides bípedes controlados
Alienados inertes, alienígenas
Estigmas do poder persuasivo
Frutos do tédio corriqueiro
Vícios da rotina continua
Prova do caos mantido
Alimento de animais pensantes
Sementes do ódio omitido
Colheita de olhos errantes
Fonte de sabor insípido
Deglutidos pela ganância
Regurgitados pela miséria
Estagnados de raça insana
Vivem em constante amnésia
Felipe Ferreira Pereira
Alienados inertes, alienígenas
Estigmas do poder persuasivo
Frutos do tédio corriqueiro
Vícios da rotina continua
Prova do caos mantido
Alimento de animais pensantes
Sementes do ódio omitido
Colheita de olhos errantes
Fonte de sabor insípido
Deglutidos pela ganância
Regurgitados pela miséria
Estagnados de raça insana
Vivem em constante amnésia
Felipe Ferreira Pereira
MATILHA DE PRATA
No alto do selvagem arranha-céu
Eles rondam, para guardar os montes
Vigiar o tempo, a linha do horizonte
Olhos receosos enchem-se de lágrimas
Sabem que tem de lutar
E a batalha está para começar
Reduzidos a carne e osso
Feridos por prata
São mais do que isso
Matilha de prata
Espalhando-se pela mata
O perigo a espreita
Sua próxima colheita
Frutos do nada
Matilha de prata
Que fere, que mata
Decidindo suas vidas
No fulgor da batalha
Felipe Ferreira Pereira
Eles rondam, para guardar os montes
Vigiar o tempo, a linha do horizonte
Olhos receosos enchem-se de lágrimas
Sabem que tem de lutar
E a batalha está para começar
Reduzidos a carne e osso
Feridos por prata
São mais do que isso
Matilha de prata
Espalhando-se pela mata
O perigo a espreita
Sua próxima colheita
Frutos do nada
Matilha de prata
Que fere, que mata
Decidindo suas vidas
No fulgor da batalha
Felipe Ferreira Pereira
EGO MEU
Parado e perplexo
Diante meu vicio
Estúpido, inconseqüente
Esvazio meu pranto
Quieto, calado
Prezo em meu canto
Ser tudo o que quero
Desejo e espero
Uma busca inalcançável
Talvez seja exagero
Talvez não
Mas...
Apenas peno
Escuto
Acendo meu ultimo cigarro
Me desfaço em fumaça
E não há nada que me faça
Ser feliz
Afinal é nosso único objetivo
E maior desejo
Mas já que é impossível
Por que preocupar-me?
Deixarei a vida seguir
Meu pranto rolar
Rir meu riso contido
E esperar...
Esperar...
Esperar...
Esperar...
E desesperar
Diante meu vicio
Estúpido, inconseqüente
Esvazio meu pranto
Quieto, calado
Prezo em meu canto
Ser tudo o que quero
Desejo e espero
Uma busca inalcançável
Talvez seja exagero
Talvez não
Mas...
Apenas peno
Escuto
Acendo meu ultimo cigarro
Me desfaço em fumaça
E não há nada que me faça
Ser feliz
Afinal é nosso único objetivo
E maior desejo
Mas já que é impossível
Por que preocupar-me?
Deixarei a vida seguir
Meu pranto rolar
Rir meu riso contido
E esperar...
Esperar...
Esperar...
Esperar...
E desesperar
Felipe Ferreira Pereira
EGO PALHAÇO
Minhas mãos que sangram
Por qualquer motivo
Escorrendo esperança
Cicatrizando lembranças
Minhas veias se rasgam
Procurando sentido
Sem saber se adianta
Depositar confiança
Em minhas dores que esperam
Ter o riso contido
O palhaço que dança...
O palhaço que encanta...
E os pequeninos festejam
Esse saber proibido
Retroagindo à infância
Nos tornando crianças
Felipe Ferreira Pereira
Desejo Póstumo
Quando perecer não sucumbirei a terra
Tornarme-ei um novo ser a espera
Meu espírito vagará por toda essa esfera
Retirem meu coração e lancem-no ao magma
Deixem-no incinerar sem o mínimo de pressa
Que suas cinzas fomentem o apetite da besta-fera
Solidificando meus sentimentos na primavera
Felipe Ferreira Pereira
Tornarme-ei um novo ser a espera
Meu espírito vagará por toda essa esfera
Retirem meu coração e lancem-no ao magma
Deixem-no incinerar sem o mínimo de pressa
Que suas cinzas fomentem o apetite da besta-fera
Solidificando meus sentimentos na primavera
Felipe Ferreira Pereira
LAGRIMAS DE AMINÉSIA
Acordei pela manha ainda com sono. Aquele sono leve e alegre que se vive no outono. Olhei
Para o lado, minha cama vazia, minha mente cansada; deve ter sido por conta dos comprimidos. Levantei-me e abri as cortinas, a luz do sol ofuscou minha visão apenas por um instante. Então caminhei até meu guarda-roupa, me vesti e saí em busca de tudo. Desci o lance de escadas, atravessei o corredor alcançando a sala e no momento em que atravessaria a porta, hesitei. Sem motivo algum esperei, olhei para a rua vazia e procurei algo para apoiar meu ego. Então bati a porta atrás de mim. Meus primeiros passos foram pesados como minha consciência, mas logo recuperei a calma. Sem me dar conta acordei do fundo de meus pensamentos, olhei para cima e vi o céu azul que transparecia a confiança de um domingo ensolarado. Depois de admirar demoradamente as nuvens baixei a cabeça, em seguida olhei pra frente e... e a vi! Meu coração se encheu de tanta alegria que não pude suportar, meus olhos encheram-se de sentimento. Sentimento esse que rolou pela minha face. Fiquei imóvel diante do destino, só o vento movia a ponta de seus cabelos cacheados.
Ela estava linda! Era realmente linda! Mas me enchi de tanta alegria que não pude suportar.
(Felipe Ferreira Pereira)
Para o lado, minha cama vazia, minha mente cansada; deve ter sido por conta dos comprimidos. Levantei-me e abri as cortinas, a luz do sol ofuscou minha visão apenas por um instante. Então caminhei até meu guarda-roupa, me vesti e saí em busca de tudo. Desci o lance de escadas, atravessei o corredor alcançando a sala e no momento em que atravessaria a porta, hesitei. Sem motivo algum esperei, olhei para a rua vazia e procurei algo para apoiar meu ego. Então bati a porta atrás de mim. Meus primeiros passos foram pesados como minha consciência, mas logo recuperei a calma. Sem me dar conta acordei do fundo de meus pensamentos, olhei para cima e vi o céu azul que transparecia a confiança de um domingo ensolarado. Depois de admirar demoradamente as nuvens baixei a cabeça, em seguida olhei pra frente e... e a vi! Meu coração se encheu de tanta alegria que não pude suportar, meus olhos encheram-se de sentimento. Sentimento esse que rolou pela minha face. Fiquei imóvel diante do destino, só o vento movia a ponta de seus cabelos cacheados.
Ela estava linda! Era realmente linda! Mas me enchi de tanta alegria que não pude suportar.
(Felipe Ferreira Pereira)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
OTENOS TONESO DE MI
Diretamente do acaso
Declaro o descaso
Que sentes por mim
Declaro com realidade
Que a infelicidade
É mais fácil sentir
Por entre meus dedos tortos
Espio sentimentos mortos
Que ainda perseguem você
Como se nada tivessem a temer
Linguagem e língua contrarias
De formas abstratas
Se formam na alma sem perceber
Que o sentimento contrario deve perecer
Declaro o descaso
Que sentes por mim
Declaro com realidade
Que a infelicidade
É mais fácil sentir
Por entre meus dedos tortos
Espio sentimentos mortos
Que ainda perseguem você
Como se nada tivessem a temer
Linguagem e língua contrarias
De formas abstratas
Se formam na alma sem perceber
Que o sentimento contrario deve perecer
Felipe Ferreira Pereira
ESCRAVIDAO DO SERTAO
Brasa em chama de fogo
Que faz sangrar a mão
Alcoviteiro da seca
Lavrador do sertão
Vem como coragem
Na cabeça do homem
Mata o tempo de sede
E a consciência consome
Desfrutando da vida
Como areia em grão
Sufocado na ira
Mar de solidão
Aqui tudo se planta
Mas nada se nasce
Perpetua-se a fome
E se perde a coragem
Escorre pela face
Cai em solo rachado
O pranto da dor
De sabor amargo
Universo do agreste
Cabe em palma da mão
Calejada em nordeste
Escravidão do sertão
Que faz sangrar a mão
Alcoviteiro da seca
Lavrador do sertão
Vem como coragem
Na cabeça do homem
Mata o tempo de sede
E a consciência consome
Desfrutando da vida
Como areia em grão
Sufocado na ira
Mar de solidão
Aqui tudo se planta
Mas nada se nasce
Perpetua-se a fome
E se perde a coragem
Escorre pela face
Cai em solo rachado
O pranto da dor
De sabor amargo
Universo do agreste
Cabe em palma da mão
Calejada em nordeste
Escravidão do sertão
Felipe Ferreira Pereirra
MAIS QUE ACREDITAR
Tudo na vida é perca de tempo
Humanos vivendo seu próprio lamento
Perdemos tempo bebendo
Perdemos tempo fumando
Perdemos tempo dizendo
Perdemos tempo amando
Vivemos coisas que não me satisfaz
Acredito no amor
Mas duvido da paz
Paz abstrata que não queremos encontrar
Dizemos querer sem querer
Que querer é mais que acreditar
Mais que dizer, mais que voar
Dormir sem sentir o amor
De um dia sonhar
Pensamentos soltos pelo vento
Sempre livre de ilusões
Sem pensar nos corações
Que pesam
Pesam ao perceber que querer
É mais que crer, mais que dizer
Mais que voar, mais que acreditar.
Felipe Ferreira Pereira
Humanos vivendo seu próprio lamento
Perdemos tempo bebendo
Perdemos tempo fumando
Perdemos tempo dizendo
Perdemos tempo amando
Vivemos coisas que não me satisfaz
Acredito no amor
Mas duvido da paz
Paz abstrata que não queremos encontrar
Dizemos querer sem querer
Que querer é mais que acreditar
Mais que dizer, mais que voar
Dormir sem sentir o amor
De um dia sonhar
Pensamentos soltos pelo vento
Sempre livre de ilusões
Sem pensar nos corações
Que pesam
Pesam ao perceber que querer
É mais que crer, mais que dizer
Mais que voar, mais que acreditar.
Felipe Ferreira Pereira
LINHA TENUE DO CAOS
Para libertar minha mente
Sim, libertar o inconsciente
E conseqüentemente
Libertar o inconseqüente
Que há dentro de mim
Ouvir minhas próprias loucuras
Absorver meus pecados
Loucos e bêbados
Vadios pelados
Como a orgia hipócrita
Fazer-me-ei de cego
Então tudo posso tentar
Tudo posso fazer
Mesmo se errar
Atropelar meus vícios
Esquecer minhas virtudes
Escapar de meus amores
Criando novos rumores
Ensandecidos e mundanos
Drogados, alcoolizados
Entregues a luxuria
Como vermes pelo chão
Criamos a religião
E através dela tentamos
Nos redimir, encontrar o perdão
Mas... Para que?
A quem recorremos então?
Outra mera ilusão
Religião, criada e mantida
Através dos séculos perpetuada
Uma classe enriquecida
Sórdida burguesia
Heresia a flor da pele
Indulgências cobradas
Pecados perdoados
Se forem pagos
Se eu tiver enlouquecido
Me amarrem e me amordacem
Se eu tiver me iludido
Que eu perca a coragem
De que fui munido
Mas se estiver certo
Que tudo isso continue
Que cresça como minhas palavras
E que não se atenue
Felipe Ferreira Pereira
Sim, libertar o inconsciente
E conseqüentemente
Libertar o inconseqüente
Que há dentro de mim
Ouvir minhas próprias loucuras
Absorver meus pecados
Loucos e bêbados
Vadios pelados
Como a orgia hipócrita
Fazer-me-ei de cego
Então tudo posso tentar
Tudo posso fazer
Mesmo se errar
Atropelar meus vícios
Esquecer minhas virtudes
Escapar de meus amores
Criando novos rumores
Ensandecidos e mundanos
Drogados, alcoolizados
Entregues a luxuria
Como vermes pelo chão
Criamos a religião
E através dela tentamos
Nos redimir, encontrar o perdão
Mas... Para que?
A quem recorremos então?
Outra mera ilusão
Religião, criada e mantida
Através dos séculos perpetuada
Uma classe enriquecida
Sórdida burguesia
Heresia a flor da pele
Indulgências cobradas
Pecados perdoados
Se forem pagos
Se eu tiver enlouquecido
Me amarrem e me amordacem
Se eu tiver me iludido
Que eu perca a coragem
De que fui munido
Mas se estiver certo
Que tudo isso continue
Que cresça como minhas palavras
E que não se atenue
Felipe Ferreira Pereira
Cidades Inclinadas
De olhos tapados sigo as cegas
Pelas cidades inclinadas, favelas
Subsídios do submundo, mazelas
Mundo sujo, depauperável
Esquisito, lamentável
Onde toda forma de amor
Expressa violência
Onde todos sentem dor
Sucumbindo a imprensa
Sofrimento, cobiça, notícias
Tráfico, crimes, balas perdidas
Soberanos em sua ira
Situação antiga sem sentido
Onde o preço de uma vida
É o calibre do perigo
10/04/08 Felipe Ferreira Pereira
Pelas cidades inclinadas, favelas
Subsídios do submundo, mazelas
Mundo sujo, depauperável
Esquisito, lamentável
Onde toda forma de amor
Expressa violência
Onde todos sentem dor
Sucumbindo a imprensa
Sofrimento, cobiça, notícias
Tráfico, crimes, balas perdidas
Soberanos em sua ira
Situação antiga sem sentido
Onde o preço de uma vida
É o calibre do perigo
10/04/08 Felipe Ferreira Pereira
Latifúndio em Preto e Branco (relato de um escravo)
Minha longitude negra
Minha casa, minha ceia
Sua latitude branca
Seu dinheiro, sua Bonanza
Minha objetividade negra
Meu suor, minha centelha
Sua subjetividade branca
Seu preconceito, sua ganância
Meus sonhos negros
Liberdade, sem preconceitos
Seus sonhos brancos
Futilidade, seus anseios
Sua branca certeza
Soberania, avareza
Minha mais que certeza
Labuta, longitude negra
14/04/08 Felipe Ferreira Pereira
Minha casa, minha ceia
Sua latitude branca
Seu dinheiro, sua Bonanza
Minha objetividade negra
Meu suor, minha centelha
Sua subjetividade branca
Seu preconceito, sua ganância
Meus sonhos negros
Liberdade, sem preconceitos
Seus sonhos brancos
Futilidade, seus anseios
Sua branca certeza
Soberania, avareza
Minha mais que certeza
Labuta, longitude negra
14/04/08 Felipe Ferreira Pereira
FÊNIX
Surgi das negras cinzas
Levantei vôo, cuspi fogo
Bati minhas asas
Olhei ao redor, para baixo
Estou no ar, cruzando os céus
Sou uma fênix
Ressurgi dos sedimentos
De meus sentimentos
Agora cruzo os ares
Observo os mares
Rasgando as nuvens
Entre rasantes e extremos
Extraio o ciclo dos ventos
Que me levam, me guiam
E num turbilhão de tempo
Me fazem parar, sobrevoar
Subir, pensar
E no céu sorrir
E fluir no mar
Refletir num instante
E no outro retomar
Seguir, voar
Pra onde o vento quiser
E o horizonte mandar
Felipe Ferreira Pereira
Levantei vôo, cuspi fogo
Bati minhas asas
Olhei ao redor, para baixo
Estou no ar, cruzando os céus
Sou uma fênix
Ressurgi dos sedimentos
De meus sentimentos
Agora cruzo os ares
Observo os mares
Rasgando as nuvens
Entre rasantes e extremos
Extraio o ciclo dos ventos
Que me levam, me guiam
E num turbilhão de tempo
Me fazem parar, sobrevoar
Subir, pensar
E no céu sorrir
E fluir no mar
Refletir num instante
E no outro retomar
Seguir, voar
Pra onde o vento quiser
E o horizonte mandar
Felipe Ferreira Pereira
GLOBARBARIZAÇÃO
No momento em que nascemos
Começamos a morrer
Numa contagem regressiva
Num progresso passivo
E distorcemos a realidade
Talvez para que seja mais amena
Ou para que a tão desejada felicidade chegue
Mas nos esquecemos o caminho dessa busca
Hoje em dia felicidade é silicone
Felicidade é tecnologia
Felicidade é...
É o supérfluo
A vaidade
Invadir culturas
Destruir a natureza
E conciliamos evolução com devastação
Julgamos, fazemos, transformamos
Destruímos, optamos
Mas, nada importa
A não ser...
Fornecer nosso lixo enlatado
Cuspir nossa perversão on-line
E deixar marcas irreparáveis
É realmente lamentável
Um jogo de culturas
Aculturação...
“GLOBARBARIZAÇÃO” !!!
Felipe Ferreira Pereira !!
Começamos a morrer
Numa contagem regressiva
Num progresso passivo
E distorcemos a realidade
Talvez para que seja mais amena
Ou para que a tão desejada felicidade chegue
Mas nos esquecemos o caminho dessa busca
Hoje em dia felicidade é silicone
Felicidade é tecnologia
Felicidade é...
É o supérfluo
A vaidade
Invadir culturas
Destruir a natureza
E conciliamos evolução com devastação
Julgamos, fazemos, transformamos
Destruímos, optamos
Mas, nada importa
A não ser...
Fornecer nosso lixo enlatado
Cuspir nossa perversão on-line
E deixar marcas irreparáveis
É realmente lamentável
Um jogo de culturas
Aculturação...
“GLOBARBARIZAÇÃO” !!!
Felipe Ferreira Pereira !!
DEMOCRACIA DEPLORÁVEL
Distante do delírio
Dedilho diante do deleite
De delibar desfrutando
Do decênio damasco
Deliberadamente delinqüente
Definir definitivamente
Do dom denotado
Deflagrar da década
Dantes do dantesco
Decrepitude decúbita
Decorre da decência
Debaixo da deriva
Debulho da decadência
Difusão de decalque
Do diabo dormente
Desfez do disfarce
De dormitório descendente
Debilitado debalde
De dardejar do debate
Democracia deplorável
Descaminho do destino
Desbravam do descaso
Do descanso desconsolável
Derruir do desfalque
Desconhecendo do disparo
Disseminar da divindade
Duelando do desgaste
Duplo desejo disforme
Debruça durando deboche
Do devasso divorcio
Do dúbio discorde
Daltônico danificado
Desprazer dedicado
Do desmatamento dourado
Decreto debelado
Debuxo decepcionado
Decuplo decurso
De decoração
Decola destaque
De decomposição
Declama de dor
Do decoroso dispor
Do diamante dolor
Democracia deplorável
De dignidade depauperável
Felipe Ferreira Pereira
Dedilho diante do deleite
De delibar desfrutando
Do decênio damasco
Deliberadamente delinqüente
Definir definitivamente
Do dom denotado
Deflagrar da década
Dantes do dantesco
Decrepitude decúbita
Decorre da decência
Debaixo da deriva
Debulho da decadência
Difusão de decalque
Do diabo dormente
Desfez do disfarce
De dormitório descendente
Debilitado debalde
De dardejar do debate
Democracia deplorável
Descaminho do destino
Desbravam do descaso
Do descanso desconsolável
Derruir do desfalque
Desconhecendo do disparo
Disseminar da divindade
Duelando do desgaste
Duplo desejo disforme
Debruça durando deboche
Do devasso divorcio
Do dúbio discorde
Daltônico danificado
Desprazer dedicado
Do desmatamento dourado
Decreto debelado
Debuxo decepcionado
Decuplo decurso
De decoração
Decola destaque
De decomposição
Declama de dor
Do decoroso dispor
Do diamante dolor
Democracia deplorável
De dignidade depauperável
Felipe Ferreira Pereira
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Se...
Se eu a tivesse
Para sempre em meus braços
Meus olhos ansiosos
Teus seios fartos
Dar-lhe-ia afeto
E acordaria todas as manhas
Com uma canção de amor
Pra que te esqueças de idéias vãs
Carmim e carnudos
São os lábios teus
Beleza sem nexo
Orgasmo
Puro sexo
Cheiro de chuva
Gotas de emoção
Refletem o vazio repleto
Que chamamos paixão
Mas se eu a tivesse
Junto a meus lábios
Perto dos astros
Estrelas, galáxias
Livres no espaço
Distantes de tudo
Distantes de todos
Seu corpo um reduto
Minha'lma consolo
E se eu a tivesse
E simplesmente a tivesse
Pertenceria as minhas emoções
Meus sentimentos
Nossos corações
Em estrada vazia
Com a mente descalça
Mergulhando no abismo
No fim da alvorada
Abismo que me deixa num impasse
Entre o amor e o desejo
Como quem revelasse
Que se eu a tivesse
E apenas a amasse
Não seria perfeito
Pois faltaria o gesto...
Fogo da sedução
Se tornando incompleto
Felipe Ferreira Pereira
Para sempre em meus braços
Meus olhos ansiosos
Teus seios fartos
Dar-lhe-ia afeto
E acordaria todas as manhas
Com uma canção de amor
Pra que te esqueças de idéias vãs
Carmim e carnudos
São os lábios teus
Beleza sem nexo
Orgasmo
Puro sexo
Cheiro de chuva
Gotas de emoção
Refletem o vazio repleto
Que chamamos paixão
Mas se eu a tivesse
Junto a meus lábios
Perto dos astros
Estrelas, galáxias
Livres no espaço
Distantes de tudo
Distantes de todos
Seu corpo um reduto
Minha'lma consolo
E se eu a tivesse
E simplesmente a tivesse
Pertenceria as minhas emoções
Meus sentimentos
Nossos corações
Em estrada vazia
Com a mente descalça
Mergulhando no abismo
No fim da alvorada
Abismo que me deixa num impasse
Entre o amor e o desejo
Como quem revelasse
Que se eu a tivesse
E apenas a amasse
Não seria perfeito
Pois faltaria o gesto...
Fogo da sedução
Se tornando incompleto
Felipe Ferreira Pereira
SEREI
Nem os cegos que veem o futuro descobrirão
O pesar que tens no olhar, nunca saberão
Se ao menos encontrar uma fuga espelhada
Cercada naqueles que sentiam tamanha paixão...
Achará o que sempre procurou e optava
Aquela centelha reservada do seu guardião
O qual se denominava impenetrável
E auto-dizia-se sem esperança ou compaixão
Mas sabemos que os segredos sagrados
Estão fervendo no fundo do peito
E que o nome de tal guardião será explicitado
Assim como seus caminhos tortuosos
Caminhos de um cororação respeitado
Que não teme o amor ante olhos maliciosos
(Felipe Ferreira Pereira)
CAMINHOS
Quero ser seu ocio, consumir tua carne
Esgueirar-me pelos seus vicios
Curando tuas feridas, ser teu ópio
Sacudir sua vida juntando todas as partes
Tranfomando-as em uma só
Do gosto do vinho suave e doce
À armaguês do sangue tinto
Epalhar-me-ei, serei o teu Sol
Pretendo iluminar cada raio de vida
Cada foco de infelicidade e tristeza
Transformando-os em plena alegria
Harmonia em desespero raro rogarei
Aguçarei meu astuto tato e olfato
Cobrir-te-ei de rosas e beijos fartos
(Felipe Ferreira Pereira)
Esgueirar-me pelos seus vicios
Curando tuas feridas, ser teu ópio
Sacudir sua vida juntando todas as partes
Tranfomando-as em uma só
Do gosto do vinho suave e doce
À armaguês do sangue tinto
Epalhar-me-ei, serei o teu Sol
Pretendo iluminar cada raio de vida
Cada foco de infelicidade e tristeza
Transformando-os em plena alegria
Harmonia em desespero raro rogarei
Aguçarei meu astuto tato e olfato
Cobrir-te-ei de rosas e beijos fartos
(Felipe Ferreira Pereira)
MUTAÇAO SOCIAL
Cospi pela boca seca e pálida
O inseto indigesto que abrira suas asas
Inicialmente planou pelo ar
Mas logo recuperou suas forças
Começou a voar
O vento que lhe fazia subir era frio
Mas o sol se aproximava, aquecendo-o aos poucos
Meu sentimento era de pleno vazio
Meus pensamentos encheram-se aos poucos
Ao passar das nuvens o inseto se transformara
Agora tinha bico e penas
Seu tamanho muito aumentara
Subiu velozmente chegando ao espaço
Olhando para baixo sentiu embaraço
E mergulhou novamente para o fundo do acaso
13/05/08 Felipe Ferreira Pereira
O inseto indigesto que abrira suas asas
Inicialmente planou pelo ar
Mas logo recuperou suas forças
Começou a voar
O vento que lhe fazia subir era frio
Mas o sol se aproximava, aquecendo-o aos poucos
Meu sentimento era de pleno vazio
Meus pensamentos encheram-se aos poucos
Ao passar das nuvens o inseto se transformara
Agora tinha bico e penas
Seu tamanho muito aumentara
Subiu velozmente chegando ao espaço
Olhando para baixo sentiu embaraço
E mergulhou novamente para o fundo do acaso
13/05/08 Felipe Ferreira Pereira
Latifúndio em Preto e Branco (relato de um escravo)
Minha longitude negra
Minha casa, minha ceia
Sua latitude branca
Seu dinheiro, sua Bonanza
Minha objetividade negra
Meu suor, minha centelha
Sua subjetividade branca
Seu preconceito, sua ganância
Meus sonhos negros
Liberdade, sem preconceitos
Seus sonhos brancos
Futilidade, seus anseios
Sua branca certeza
Soberania, avareza
Minha mais que certeza
Labuta, longitude negra
13/05/08 Felipe Ferreira Pereira
Minha casa, minha ceia
Sua latitude branca
Seu dinheiro, sua Bonanza
Minha objetividade negra
Meu suor, minha centelha
Sua subjetividade branca
Seu preconceito, sua ganância
Meus sonhos negros
Liberdade, sem preconceitos
Seus sonhos brancos
Futilidade, seus anseios
Sua branca certeza
Soberania, avareza
Minha mais que certeza
Labuta, longitude negra
13/05/08 Felipe Ferreira Pereira
Migalhas do Troco
Despejar meus vícios pela cidade
Gaguejar diante da vida
De forma pobre, estarrecida
Não adianta chorar ou cantar
Apenas viver pelo ópio
Calejando o ócio
Estrada tortuosa que entorpece
Qualquer mente eloquente
Preparando o divorcio
Divorcio da alegria
Divorcio do zelo
Divorcio da estima
Divorcio do medo
Inconsequentemente viver
Enlouquecendo todos os dias
Sanando todos os sonhos
Pensamentos a deriva
Derivados da causa
Globalizados do sistema
Que define o tema
Que define o padrão
De células tronco
Ao troco do pão
13/05/08 Felipe Ferreira Pereira
Gaguejar diante da vida
De forma pobre, estarrecida
Não adianta chorar ou cantar
Apenas viver pelo ópio
Calejando o ócio
Estrada tortuosa que entorpece
Qualquer mente eloquente
Preparando o divorcio
Divorcio da alegria
Divorcio do zelo
Divorcio da estima
Divorcio do medo
Inconsequentemente viver
Enlouquecendo todos os dias
Sanando todos os sonhos
Pensamentos a deriva
Derivados da causa
Globalizados do sistema
Que define o tema
Que define o padrão
De células tronco
Ao troco do pão
13/05/08 Felipe Ferreira Pereira
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