quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ESCRAVIDAO DO SERTAO

Brasa em chama de fogo
Que faz sangrar a mão
Alcoviteiro da seca
Lavrador do sertão


Vem como coragem
Na cabeça do homem
Mata o tempo de sede
E a consciência consome


Desfrutando da vida
Como areia em grão
Sufocado na ira
Mar de solidão


Aqui tudo se planta
Mas nada se nasce
Perpetua-se a fome
E se perde a coragem


Escorre pela face
Cai em solo rachado
O pranto da dor
De sabor amargo


Universo do agreste
Cabe em palma da mão
Calejada em nordeste
Escravidão do sertão

Felipe Ferreira Pereirra

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