Acordei pela manha ainda com sono. Aquele sono leve e alegre que se vive no outono. Olhei
Para o lado, minha cama vazia, minha mente cansada; deve ter sido por conta dos comprimidos. Levantei-me e abri as cortinas, a luz do sol ofuscou minha visão apenas por um instante. Então caminhei até meu guarda-roupa, me vesti e saí em busca de tudo. Desci o lance de escadas, atravessei o corredor alcançando a sala e no momento em que atravessaria a porta, hesitei. Sem motivo algum esperei, olhei para a rua vazia e procurei algo para apoiar meu ego. Então bati a porta atrás de mim. Meus primeiros passos foram pesados como minha consciência, mas logo recuperei a calma. Sem me dar conta acordei do fundo de meus pensamentos, olhei para cima e vi o céu azul que transparecia a confiança de um domingo ensolarado. Depois de admirar demoradamente as nuvens baixei a cabeça, em seguida olhei pra frente e... e a vi! Meu coração se encheu de tanta alegria que não pude suportar, meus olhos encheram-se de sentimento. Sentimento esse que rolou pela minha face. Fiquei imóvel diante do destino, só o vento movia a ponta de seus cabelos cacheados.
Ela estava linda! Era realmente linda! Mas me enchi de tanta alegria que não pude suportar.
(Felipe Ferreira Pereira)
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