Caminhando desnudo e maluco, noturnamente oportuno por todas as vias escuras e gélidas urbanas. Subtraindo cada movimento naturalmente impulsivo observo as ações egoístas primitivas de cegos e surdos. Estúpidos obsessivos, carnivoramente passivos de luxúria premeditada. Cobrança, propina, pornografia em covas rasas. Corpos limpos, exuberantes, não expõem caráter mais imundo que ratos e baratas do submundo. O recipiente de ambições nunca se enche, nunca se é suficiente e tudo diverte! Freneticamente aculturados e inertes perante a política pedante e agressivamente ofensiva, opressora liberal dos "bons-maus" costumes. Recolho-me a capacidade única de observar e ater-me a uniformidade maciça e maçante das ruas. Cidades poluídas e nuas, calçadas frias e imundas. Não mais que a personalidade de burocratas pseudo-intelectuais, sustentacionalistas do esgoto hipócrita, denominam a cultura alheia como subcultura... E no fim das contas, acabam por contratarem analistas e fazerem terapia. Tapa na cara com luvas de pelica nos seres siliconados, alimentados trangênicamente da própria mentira que cavam ao pregar sua utopia.
Felipe Ferreira Pereira 27/05/11