segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Assassino de Sonhos

Sou teu horror mais descontrolado, onde teus olhos não querem percorrer
Instigando tua curiosidade mais descabida passeio por teus pensamentos
E que bom inflar-te o Ego de medo e casto desejo minucioso de mera culpa
Que bom que sentes o ardor de minhas palavras gélidas onde o Ser ocupa

Desiste de retomar teus anseios mórbidos e fúteis, não podes fugir de mim
Sabe que estarei em cada beco de teu pensamento, vendo o Bom e o Ruim
Percebe que tuas pernas não mais podem evadir-se de meus passos rápidos
Minha decrepitude em alvejar-te é somente para dar-lhe um pouco de tempo

Mas não prometo, porém que não estarei em tudo o que ver tocar e sentir no ar
Não tenho escolha já, que, cria para si uma redoma repleta de meu Eu a rondar
Circundando e assassinando teus sonhos coloco tudo de volta em devido lugar

Se parar de ter por mim tamanho desejo deitarei em meu sossego, evitarei teu ar
Porém, se parar de soprar em meus cabelos tamanha cobiça, talvez pare de enxergar
O exagero surreal que é manter o medo de meu Eu sem ao menos tentar me tocar

Felipe Ferreira Pereira 24/08/10

Digitalóides Regurgitados Pelo Sistema

Depende da maneira como se olha, nem sempre a sinfonia
É a melhor canção que se toca. De pronto, que há de agonia
Ser um “ser’’ autêntico e belo sem apoiar-se em sua estética.
De fato uma futilidade patética, é difícil, um tanto excêntrico.

Mas do que seria o mundo, enquanto mundo, sem excentricidade?
Por isso que as veses me confundo, pra que tanta complexidade?
Tudo gira em torno do simples, porque insistimos em complicar
Tentando passar de pato a cisne? O mais lógico seria simplificar.

Onde está a velha infância de brincadeiras inocentes e divertidas?
Talvez não caiba mais as crianças do agora, digitalizadas pervertidas.
O que contribuiria mais para essa perda de valores e lembranças?

Os pequenos se esquecem que são apenas / gloriosamente, crianças.
Que de fato nos servem ou serviram de exemplo, carinho, ternura...
E hoje não sei se conseguem abraçar a vida com tamanha doçura.

Felipe Ferreira Pereira 23/08/10

terça-feira, 10 de agosto de 2010

E voltaram-se os Sonetos

E mesmo que não me olhe ante tudo com muita atenção
Estarei sempre a olhar-te com tremenda ternura e afeição!
Porém não confunda meu carinho com mensurável paixão,
Sim, a paixão pode ser medida ao tamanho de sua intenção.

E não pense que penso logo em pensar em ti como amor,
Mas digo que penso que pensas em amor mais que amigo.
Sim, seria ótimo, mas não me cabe. Sua amizade é fulgor,
E o quão me queime é suficiente, pelo menos para comigo.

E se de repente eu engrandeça teu ego, é por mero instinto.
Gosto de gostar de agradar e agradecer amizade enquanto for,
Enquanto tiver por ti tamanha ternura, afago e compreensão,

Pode-se dizer que sim, que amo, mas não em tom de paixão.
Na paixão a libido tange a carne e no todo se diferencia do amor,
Então te amo sim, mas, porém, contudo e toda via amor de amigo!

Felipe Ferreira Pereira  11/08/10

sábado, 7 de agosto de 2010

Acabaram-se os Sonetos

Como perder o que nunca se teve e ter tamanha certeza de quase ter obtido?
Não sei, fico incompreendido e tentando compreender o que teria acontecido.
Em minhas aventuras introspectivas questiono incansavelmente o mero acaso,
Encarando a triste e fútil realidade de pensar apenas em meu ego exacerbado.

A unica maneira é configurar o futuro e apagar o possível passado inexistente,
Criar minha própria redoma de segurança ao redor de sentimentos experientes.
Segurar mais uma vez em minha personalidade e encarar tudo com tranqüilidade
Tratar, entre tudo, com eloqüência, educação e bem lá no abismo, a cordialidade.

Não enterrarei lágrimas que não puderam ser despejadas sobre minha face hostil.
Dedicada e assiduamente combaterei tudo o que me cerca e tudo o que me roga,
O problema é que a alma, o coração... Consciência racional que sempre provoca,
Estão sempre a perseguir meus anseios, vícios que minha ininterrupta mente cobra.

Felipe Ferreira Pereira  07/08/10

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pai

Mas será que de onde está pode mesmo olhar por mim,
E aconcelhar-me a distância como muitos costumam dizer?
Mostre-me o caminho sempre, escolher entre o bom e o ruim
Não é uma escolha clara ou fácil, então me ajude a entender

Você partiu muito cedo e deixou saudades demais PAI
Um vazio impossível de ser completamente preenchido
Talvez tenha feito tudo o que tinha para fazer por aqui
Se você não existisse nesse tempo, não sei como teria sido

Agora penso pouco ao seu respeito e sinto menos tua falta
Não que tenha me conformado, mas aceito sua partida
Respeito tudo o que fez e sinto-me feliz por ter sido FILHO
Tudo que me fez foi perfeito, o que disse e o que não tenha dito.

Felipe Ferreira Pereira  05/08/10

PS: TE AMO PAI !!!