sexta-feira, 29 de abril de 2011

Gostariam...

Eis que a coragem volta a aflorar no mais amplo sentido 
Superando todas as más línguas desprovidas de papilas 
Gustativas ao alheio, puro equívoco repentino repetido 
Tantas vezes que não me importo mais, vejo as saídas 

Escadas que levam ao topo de meu ego isolado em tudo 
Cercado por todos e mascarado sabiamente, atenciosos 
Lápis que corre no mais antigo papiro, olhares pavorosos 
Agora é insignificante, controlar-me? Impossível. Saboroso! 

Ao contrário do que fantasiam, não sou apenas um engodo...

Felipe Ferreira Pereira 29/04/11

Menina dos olhos de menina

Menina dos olhos que se esparrama diante da vida
Não entende que as perdas causadas curam feridas
Ao menos o tempo gasta, pinta de cinza e se segue
Olhos de menina que um dia obterá o olhar que fere


Antes ferir que ser ferido, transferidos, além disso
Coleguismos supérfluos, maldades afetivas e ricas
Para o próximo, convívio vívido, carne fraca, riso
Perigo a vista, conchavo dos anjos, mais carícias


Desprovidas de tédio, entretêm tudo o que prevarica
Estoque de lágrimas coloridas para toda uma vida...


Felipe Ferreira Pereira 29/04/11

quarta-feira, 20 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Alfabeto Controlado

Altamente treinados para cair na mesmice
Burlando a realidade por trás das ações
Concretas manobras baseadas na crendice
Dos que não enxergam perante multidões


Fictícias rotinas promulgadas pelos votos
Gerados pelas mesmas mãos cegamente
Hipnotizados pelos lazeres vivos tórridos
Implantados impostos propositadamente 


Jejum de novelas e propagandas não há
Leis subliminares existentes para engolir
Momentos de prazer fabricados no seu lar
Notoriamente substituem famílias a se unir


O mal preestabelecido em todas as casas 
Permite a corrupção agir desapercebida
Quase que oculta apesar de escancarada
Ruindo os pilares da simplicidade atribuída


Supostamente inofensiva e não imperativa
Tendenciosa e politicamente incorreta é...
Uma forma de tapar o Sol com a peneira
Válvulas de escape que aliviam a dor do pé


Xadrez dos três poderes sendo direcionado
Zuando no pé do ouvido dos "alfabetizados"

Felipe Ferreira Pereira 11/04/11

* Reparem que as frases iniciam em ordem alfabética, com exceção da letra "E" pelo fato
de atrapalhar na rima por conta do número de versos... E por ser tão utilizada durante todo
o poema..
.

sábado, 9 de abril de 2011

Rosa Azul

Pelos jardins noturnos silenciosos caminha-se desapercebidamente
Calmamente segue-se caminhos afáveis manchados de turquesa...
Esqueça, viva e ame como a Flor que brilha a lacínia adorávelmente
Tente desviar o olhar, obter amnésia. Impossível ante tanta nobreza

Sutileza das pétalas que abraçam o mais ínfimo sentimento de solidão
Guardam tanta gentileza próspera na imensidão de um mar Azul...
Sumáriamente definido pela beleza de encantar com alegria e paixão
Não deixando-se perder na imensidão ostensiva. Ternura: Rosa Azul


1 - lacínia: Cada uma das divisões estreitas e profundas das folhas, pétalas, etc.



Felipe Ferreira Pereira 09/04/11

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Em Busca do Inesperado...

Como é raro o sentimento sincero do inesperado
Crer que a fé que move o que gira a nosso redor
Satisfaz o âmago de qualquer ser encurralado
Mesmo que da vida espere somente o que há de pior

Giram numa grande roda gigante de pensamentos
Sonhos momentâneos 
de realidade... FIRMAMENTO
E aos que se opõem a tudo que seja inesperado
Um dia encontrarão inesperadamente o inexplicável
Felipe Ferreira Pereira 08/04/11

quinta-feira, 7 de abril de 2011

FELICIDADE !?

Difícil mesmo é tentar guiar-se pelas veredas da felicidade
Onde nada se abala. Passeios intensos de desejos não consumados
E atos consumidos pelo desejo de exercer qualquer loucura atoa
Como num mergulho de lagoa.. Longo encontro com a simplicidade


Nota-se e anota-se cada passo cego da tão almejada FELICIDADE.
Vamos colocar em sobre-tons de "ao pé da letra". Feliz mas...
jogos de manipulação pela grandiosa cidade. Igualmente eficaz
Tenaz a pouco descoberto sentimento sagaz de pura notoriedade.


Completamos enfim: FELICIDADE! Os dejetos despejados pela cidade
Não pelas construções cinzas e inanimadas, mas sim pelos capazes
Humanos repletos de vícios corriqueiros, contemplados com sentidos
As vezes de amor, outras de temeridade, que no fim não temem a idade


Envelhecer o EGO jamais conta, jamais rapta, corrompe ou desmancha
A tão elucidada das formas de sustentabilidade do SER: mais uma vez....
FELICIDADE !!!


Felipe Ferreira Pereira 07/04/11

sábado, 2 de abril de 2011

Céu dos Tolos ( todos... )

Descendo para os céus contraditórios, recheados de teologia
Vos digo que não é o que tanto esperavam ou então aplaudiam
Subindo na consciência dos céticos que muito pouco o viam
Esclareço que o caminho não é de algodão doce ou de magia

Aqui vejo muito pouco, mas sinto muito mais do que imaginas
Esse azul e branco interminável, próximo de tudo o que amo
De tudo que desejo e oportuno, amor das pessoas que exclamo
Ao menos chega perto da imaginção que tens de suas ruinas...

O céu não é feito de paraiso, é sim feito de firmamento...
Paupável metafóricamente para quem o alcançou brevemente
Tornando-se viciantemente vicioso, quase que ostensivo...
E benevolamente cheio e preenchido de nada. Discernimento!

Felipe Ferreira Pereira 02/04/11

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Alie(nação)

Como galinhas famintas a procura de ciscos
As maiorias desprovidas andam em círculos
Batendo cabeça e procurando, há um vínculo
Que nutre a atual cultura do pão e circo?


Claro que há, ao apertar de um botão, e...
Ao alcance da maioria das mãos cansadas
Abre-se frente todas as caras barateadas
A maior ferramenta existente em alienação


Papo furado, você pensa, vou ver televisão...


Felipe Ferreira Pereira 01/04/11