Mas que filantropia ganjista barata, proveniente dos ares
Sai do cérebro queimando os pulmões de forma Divina!
Abrindo a mente e a visão como a tampa de uma latrina
Expande o horizonte do Brasil brasileiro a Buenos Aires
Que não temem a cultura de seus burgueses rastafáris.
Com flores nas mãos, erguendo-as como grandes troféus
Esquecendo o perigo verde que sucumbe nossos lares.
Mais uma Ideologia enrolada em um pedaço de papel...
Felipe Ferreira Pereira 29/10/10
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Sonhos Mortos
E naturalmente todo sonho se apaga e morre
De certa forma, não se sabe o que me ocorre.
O fato é que tudo transcende sem controle...
Quem sou eu para reivindicar que me console?
Falível, dilacerado por si e pelo âmago social,
Nada será mais obvio, medíocre e tão natural.
Os sonhos que são tomados e torturados a fio
Partem a principio de você em tempos de estio.
Felipe Ferreira Pereira 21/10/10
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Ganancioso Serafim
Envolto numa maré de sentidos e fragrâncias exuberantes estremeço
Que tudo e todas vejam, acostumem-se com meus tamanhos defeitos
Não conseguirei colher uma rosa apenas, com tantas belezas a espera
Perfumes que me consumirão dias a fio, vagando por essa linda esfera
Que roda, espera e lancina o reflexo de tudo que há em mim para vós
Mesmo que a macula turve minha visão, tente abafar e calar minha voz
Não deixarei nenhum perfume a deriva, que agarrem-se todos a mim
Dispam minha carne perante o desejo de ser enfim ganancioso serafim
Felipe Ferreira Pereira 19/10/10
domingo, 17 de outubro de 2010
Pretexto Ostensivo
Já que somos todos iguais por que a tentativa de diferenciar-se perante todos?
Qual a provável ameaça que nos afasta do comum e repele o “Ouro dos Tolos”?
Impagável, inacreditável necessidade diante vida e morte repleta de puro receio
Incomoda, persegue, parece coagir cada sonho coletivo de coesivos preceitos...
Exorcizamos cada pensamento impróprio diante o “não-anonimato”, preconceito.
E que cada gole de ostentação ressalte o que na verdade é um esdrúxulo pretexto.
Felipe ferreira Pereira 17/10/10
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Turbilhão de Emoções
Turbilhão de emoções que se perdem no momento mais oportuno do ódio
Que a mais sensata e caricata hipocrisia seja meu momento de puro perdão
Já que a falsidade ronda e cerca a veia que me tange a amargues do Ópio
Minhas palavras não mais serão propósito: adjetivos perdidos na imensidão
Felipe Ferreira Pereira 14/10/10
Que a mais sensata e caricata hipocrisia seja meu momento de puro perdão
Já que a falsidade ronda e cerca a veia que me tange a amargues do Ópio
Minhas palavras não mais serão propósito: adjetivos perdidos na imensidão
Felipe Ferreira Pereira 14/10/10
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Des (a) tino?
Já que nada é o bastante, prestarei atenção e zelarei por absolutamente tudo que me for direito, desejo e fortuna de espírito. Dos rostos mais disformes, sisudos e abatidos às faces mais joviais darei meu veredicto: Compaixão! Crendo que tudo se aproxima por certa razão descarto o fato do acaso circular por qualquer portão. Sendo assim um sentimento nobre que traria sentido e felicidade a todos, venho por decepcioná-los de antemão. Alegrias, proximidades, amores temores que teriam tido jamais existiriam, já que o destino nunca há de existir, assim como para a vida eterna um glorioso elixir. Apenas dedicar-me-ei um pouco mais a carência afetiva alheia, não como um psicólogo a cuspir comportamentos hipoteticamente aceitáveis, mas sim com simples gestos de bondade. Um olá, quem sabe um até logo ou como você está bonita hoje. Simplórias palavras que fariam muito mais felizes pessoas que julgam-se em desprezível torpe, que os sonhos de maculadas almas tornem-se realidade longe de destino. Razoavelmente agir pela razão aproxima a Fé do delírio em crer que a aproximação de vibrações positivas é criada pelo inexistente Des (a) tino.
Felipe Ferreira Pereira 06/10/10
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Máscaras Desmascaradas e Omissas
Desculpem-me por ser impiedoso e sincero demais às vezes,
É que diante de tanta hipocrisia criada vejo gente estagnada
Pronta para ser marcada com ferro de Grife e grandes redes
Levar na testa e na pronúncia a marca ostentada para nada.
Seus sapatos e bolsas refletem suas emoções frias e caras.
Mais construções espaçosas guardam luxo desnecessário,
Já que, de coisa alguma é bem servido a maioria dos pratos.
Que se omita o fracasso, celebremos nossas revistas e capas.
Narremos o futuro de uma tragédia explicita a muito anunciada,
Vamos enlatar nossa fauna e flora, despejar nos rios nossa ira.
De personalidades vazias e mentes descalças preencher a tara
Em ver sempre o que se repete, finjamos que nada se acabaria.
Felipe Ferreira Pereira 05/10/10
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Jovem “Brazil” “Brazileiro” Festeiro
Porque aqui é assim, nem o Meio chega já se é o tão esperado Fim
As roupas são semi-roupas, seminuas mulheres gostosas e afins...
De inicio a batida do Balacobaco que envolve as mentes de magia
Sim, que gostoso, rebola mais um pouco mostrando essa energia
E por fim, que de pronto nem começou, chegamos à boa Bunda!
Isso! Rebola a bundinha assim! Esqueçam de tudo e votem em mim,
Afinal temos que ter algum lazer inteligente frente à corja imunda
De degenerados que roubam para sobreviver e deixam o País assim:
Esquecido no submundo de desvios de verbas e superfaturamentos
Onde o preço do alimento principal equivale a um quilo de cimento.
Claro, sarcasticamente falando, já que, aqui é o lugar das gargalhadas
Onde se entra na política de nariz de palhaço gozando de nossas caras.
Mas parem de pensar nisso, que povo mais pessimista. Façamos comício
Com muita bebida e celebração, esquecendo de tudo, de nossos ofícios.
Vícios? Não. Só a semi-música repetitiva e sem graça que já é de praxe...
Das siglas do PSDC onde Eymael com sua música patética parece Restart
Aos versos coloridos que não dizem nada a absolutamente ninguém.
Enchem os ouvidos de todos com enormes besteiras pseudo-afetivas
Sem pedir licença ou ao menos perguntar se há incômodo. Vêm do além.
Agora coloquemos nossos narizes de Bozo e nos preparemos pras Pizzas.
Mais uma fase de mandatos onde nossas carcaças estarão sob “Pés” de Urubus
Continuamente atormentadas por rimas infantis multicoloridas irritantes...
O que são mais alguns anos perante pseudocultura e politicagens agonizantes?
Nada temos a reclamar, balancemos nossas Bundas e fiquemos com cara de Cu.
Felipe Ferreira Pereira 05/10/10
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Rotina
Eis que os olhos do homem já cansado de dormir todas as noites e acordar todas as manhãs se abrem. De fato fitam as rachaduras que comprometem a estrutura do teto de seu humilde quarto, farto de tudo segue para o banheiro. Chegando a porta nota um pequeno facho de luz que sai por debaixo da fresta. Irritado pensa – Ocupado, de novo, como todas as manhãs. Aguarda alguns minutos, vê sua esposa “uma bela dona de casa, diga-se de passagem” sair vagarosamente do tão desejado local de higiene matinal. Ao adentrar observa os mesmos azulejos trincados e gastos pela umidade, lava-se, troca-se e segue apático para o andar de baixo desejando um desjejum diferente. Então sua carinhosa esposa avisa-lhe – Seu mingau está pronto. Normalmente ele sentaria a mesa, comeria calado, daria um beijo em sua amável companheira e sairia aparentemente contente ruma seu trabalho, mas desta vez ocorreu algo bem diferente. Olha bem nos olhos de sua antiga paixão com tom de despedida e ela sente que seria a última vez que iriam se ver, então ele baixa o olhar e sai porta afora em busca do inalcançável. Sim, inalcançável. Uma vida repleta de rotinas e mesmices fúteis. Inúteis. Então resolve pegar seu carro e dirigir para qualquer lugar, sem compromisso, sem bagagem, sem preocupações ou ocupações frustrantes. Depois de percorrer mil quilômetros depara-se com um grande abismo a beira da estrada e freia o carro frente ao vazio enorme que parece querer engoli-lo a qualquer momento. Engata a primeira marcha. Com o pé na embreagem acelera um pouco para sentir o motor do carro e começa a pensar: “Será que posso ser livre? Que posso perecer e renascer em vida mais alegre e cativante?”. Ele decide desligar seu carro e seguir viagem em pés desnudos... Cada momento se enche de vida entre as paisagens desconhecidas da serra onde a noite a Lua míngua por entre a folhagem da relva da serra. A exaustão chega e o sono parece tomar conta. Eis que ouve gritos de tormentos vindo da mata. Feito cego em tiroteio põe-se a correr as cegas por entre a selva escura e selvagem, seus pés estão enlameados, escorregadios e por um segundo lhe traem sem esitar. A queda é inevitável, cambalhotas, cortes, hematomas e mais ferimentos vão surgindo durante sua queda vertiginosa perante o barranco de espinhos e galhos secos. Por fim desmaia... Acorda com um zumbido na cabeça – Era seu despertador, para mais uma manhã tediosa de trabalho. Mas que droga, pensou ele. Ao retirar as cobertas que o abrigavam de uma noite de sono aparentemente tranqüilo percebe a cama e suas roupas repletas de sangue e sujeira, seus ferimentos são aparentes, então avança para o banheiro em busca de remédios e ataduras, mas... A porta estava fechada e a luz mais uma vez saia pela fresta da porta, onde vagarosamente se abria e saia sua esposa a lhe dar bom dia mais uma vez.
Felipe Ferreira Pereira 30/10/10
Amor Terreno
Que dia de felicidade, o vento a meu favor, aqui no topo desta colina deitado
Observando e admirando o que tanto fazem os belos pequeninos lá de baixo
Solitário em meu exílio de contemplação do Ser, vejo atitudes contraditórias
E assim mesmo nunca deixei ou deixarei de apreciar as suas paixões tórridas
O Amor que vos tenho é sincero, amo somente pelo fato simples de Amá-los
Puramente afetivos são os laços que envolvem o ato de também acariciá-los
De forma alguma terei em minhas reflexões tons depreciativos ou obscenos
Pensem que os Amo tanto, que do maior ao menor, amo até seus defeitos...
Felipe Ferreira Pereira 01/10/10
Observando e admirando o que tanto fazem os belos pequeninos lá de baixo
Solitário em meu exílio de contemplação do Ser, vejo atitudes contraditórias
E assim mesmo nunca deixei ou deixarei de apreciar as suas paixões tórridas
O Amor que vos tenho é sincero, amo somente pelo fato simples de Amá-los
Puramente afetivos são os laços que envolvem o ato de também acariciá-los
De forma alguma terei em minhas reflexões tons depreciativos ou obscenos
Pensem que os Amo tanto, que do maior ao menor, amo até seus defeitos...
Felipe Ferreira Pereira 01/10/10
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