quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

LINHA TENUE DO CAOS

Para libertar minha mente
Sim, libertar o inconsciente
E conseqüentemente
Libertar o inconseqüente
Que há dentro de mim


Ouvir minhas próprias loucuras
Absorver meus pecados
Loucos e bêbados
Vadios pelados


Como a orgia hipócrita
Fazer-me-ei de cego
Então tudo posso tentar
Tudo posso fazer
Mesmo se errar


Atropelar meus vícios
Esquecer minhas virtudes
Escapar de meus amores
Criando novos rumores


Ensandecidos e mundanos
Drogados, alcoolizados
Entregues a luxuria
Como vermes pelo chão
Criamos a religião


E através dela tentamos
Nos redimir, encontrar o perdão
Mas... Para que?
A quem recorremos então?


Outra mera ilusão
Religião, criada e mantida
Através dos séculos perpetuada
Uma classe enriquecida
Sórdida burguesia


Heresia a flor da pele
Indulgências cobradas
Pecados perdoados
Se forem pagos


Se eu tiver enlouquecido
Me amarrem e me amordacem
Se eu tiver me iludido
Que eu perca a coragem
De que fui munido


Mas se estiver certo
Que tudo isso continue
Que cresça como minhas palavras
E que não se atenue


Felipe Ferreira Pereira

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