sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Língua de Trapos...

Fica difícil destilar teu veneno execravel
Em teus lábios a peçonha tange a carne
Tudo que rogas é maldade e pútrido


Como o sabor imundo de tua própria alma
Cospes sangue em ouvidos alheios
Com um olhar apodrece qualquer centeio


Lavouras de amizades e sentimentos
Tudo apodrece perante teu escárnio
Não passas de um ser malévolo e indesejável


Quando o ódio e o cinismo acabarem
Sobrará somente a solidão e o Sol
Para consumirem sua medíocre carne...


Felipe Ferreira Pereira   (27/02/10)

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