Sou teu horror mais descontrolado, onde teus olhos não querem percorrer
Instigando tua curiosidade mais descabida passeio por teus pensamentos
E que bom inflar-te o Ego de medo e casto desejo minucioso de mera culpa
Que bom que sentes o ardor de minhas palavras gélidas onde o Ser ocupa
Desiste de retomar teus anseios mórbidos e fúteis, não podes fugir de mim
Sabe que estarei em cada beco de teu pensamento, vendo o Bom e o Ruim
Percebe que tuas pernas não mais podem evadir-se de meus passos rápidos
Minha decrepitude em alvejar-te é somente para dar-lhe um pouco de tempo
Mas não prometo, porém que não estarei em tudo o que ver tocar e sentir no ar
Não tenho escolha já, que, cria para si uma redoma repleta de meu Eu a rondar
Circundando e assassinando teus sonhos coloco tudo de volta em devido lugar
Se parar de ter por mim tamanho desejo deitarei em meu sossego, evitarei teu ar
Porém, se parar de soprar em meus cabelos tamanha cobiça, talvez pare de enxergar
O exagero surreal que é manter o medo de meu Eu sem ao menos tentar me tocar
Felipe Ferreira Pereira 24/08/10
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