segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Digitalóides Regurgitados Pelo Sistema

Depende da maneira como se olha, nem sempre a sinfonia
É a melhor canção que se toca. De pronto, que há de agonia
Ser um “ser’’ autêntico e belo sem apoiar-se em sua estética.
De fato uma futilidade patética, é difícil, um tanto excêntrico.

Mas do que seria o mundo, enquanto mundo, sem excentricidade?
Por isso que as veses me confundo, pra que tanta complexidade?
Tudo gira em torno do simples, porque insistimos em complicar
Tentando passar de pato a cisne? O mais lógico seria simplificar.

Onde está a velha infância de brincadeiras inocentes e divertidas?
Talvez não caiba mais as crianças do agora, digitalizadas pervertidas.
O que contribuiria mais para essa perda de valores e lembranças?

Os pequenos se esquecem que são apenas / gloriosamente, crianças.
Que de fato nos servem ou serviram de exemplo, carinho, ternura...
E hoje não sei se conseguem abraçar a vida com tamanha doçura.

Felipe Ferreira Pereira 23/08/10

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