segunda-feira, 26 de julho de 2010

Perdoa-me

Enquanto falar
Calar-me-ei.
Enquanto solfejar
Jamais cantarei.

Se é meu erro
Não te preocupes tanto
Tentarei não mais errar.

E mesmo que eu peque,
Perdoai-me.
Pois sou feito de osso e carne.

Carne que nasce,
Carne que cresce.
Carne que se engana,
Carne que falece.

E quando meu corpo
Não mais perdurar,
Minh’alma prevalecerá!

A seu eterno dispor,
Clemência e torpor.
Enquanto preciso for.

Não imagino de que maneira
Origina-se a Dor.
Mas, se preciso for,
Castigai-me, por favor!


Felipe Ferreira Pereira

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