segunda-feira, 26 de julho de 2010

Desejo Póstumo

Quando perecer não sucumbirei a terra
Tornarme-ei um novo ser a espera
Meu espírito vagará por toda essa esfera

Retirem meu coração e lancem-no ao magma
Deixem-no incinerar sem o mínimo de pressa
Que suas cinzas fomentem o apetite da besta-fera

Solidificando meus sentimentos na primavera
Florescendo segredos de uma nova era
Desabrochando silencio numa nova pangeia

Redoma visível, de energia concreta
Soma de caos e ordem repleta
Renascimento do ser, harmonia perpetua

08/04/08  Felipe Ferreira Pereira



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