Pelas janelas gradiadas e brechas molhadas pela chuva que rasga o céu
Vejo a tormenta de monotonia afligir os espelhos de minh’alma... Cega
Cortando os ares do tempo e tapando os poros de minha pele feito véu
Que se debruça no parapeito de mais um apartamento aceso feito vela
E o que fazer além de esperar pela incerteza alheia prometida? Esperar
Sem eclodir os lamurios de mais uma crise controlada, cruel e... Cinza...
Como tudo que me cerca reflito, penso, omito e fico sem desesperar...
No dia seguinte poderão reclamar sentimentos meus, borrões de tinta.
Felipe Ferreira Pereira 13/01/11
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