terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vale dos Famintos Suicidas

Acordo em meio às turbulentas tempestades de fogo e areia incandescente,
Tento beber um gole de água barrenta que vem das poças do chão iminente.
Olhando para meus andrajos via entre os buracos de trapos enormes feridas,
Colheita de uma vida de ceticismo, descrenças e a incredulidade desmedida.

A fome me assolara, o frio reavivara cada momento, então observei ao redor.
Pessoas repletas de enfermidades ocupavam um espaço nu cada vez maior!
Mesmo assim não esqueci meu egoísmo de pensar só e puramente em mim,
Desejando que aqueles momentos postumamente vividos chegassem ao fim.

Não que eu seja fraco, mas roguei, pedi aos céus a cura e sua benção divina.
Ao exato não sei quanto tempo implorei, mas minhas preces foram atendidas.
Implorei clemência ao Ser de Amor ilimitado. Muito tempo depois, fui ouvido.
Corpo enlameado, chagas e dores que havia passado, agora faziam sentido.

Tudo que vivi nesse momento de sofrimento e amargura tem o certo motivo.
Agora que observo aqui de cima, vejo a vida que deveríamos ter sim, vivido!
Não se esperar tanto dos outros e agir cada segundo se doando ao próximo.
Aos olhos de quem vê e não crê, pode com certeza parecer muito monótono,

Mas parando e pensando bem, desejando tudo o que se quer de bom e Bem,
Somos todos irmãos de mãos afastadas. E vamos para caminho de Ninguém.
Além de nossa egocentricidade nada existe, o vicio flerta com nossas almas...
E persiste a idéia fixa, não fazer o mal e rumar diretamente ao Céu de calma!

O que se pode fazer para que tais máculas sumam? Talvez trabalhar mais...
Sim. Trabalho. Mas trabalho em prol do próximo que necessite. Você é capaz.
Almejando sempre o acminho da perseverança em servidão, ao outro se doar,
Tenho plena certeza que de pronto, mas não logo, iremos finalmente prosperar.

Felipe Ferreira Pereira 14/09/10

Nenhum comentário:

Postar um comentário